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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Te Falei


Te falei, que malandragem de verdade é saber como chegar
Te avisei, para não dar bobeira e de vacilo uma rasteira levar

Jogo de dou não dá, nó na garganta feito de cipó.
Saravei meu orixá, saltei de banda e sacudi o pó.
Só eu fiquei no estouro do rojão, tema de canção.
Me segurei e sem café eu fiz da fé meu pão com pão.
Sem dar no pé pode vir pra ver qual é que foi e pá!
Achei axé em cada passo da estrada a luz do luar.
Bebi da fonte, bati de frente e hoje nem quero mais.
E hoje sei que não fujo a lutas mas sou bom de paz.

Te falei, que malandragem de verdade é saber como chegar
Te avisei, para não dar bobeira e de vacilo uma rasteira levar

Solto no ar, solta no aro e deixa a baqueta cantar.
Balança os pratos, as platinelas, as cadeiras de sinhá.
À vontade com a vontade de entender o meu redor.
E na verdade eu quero você, samba, saudade e só.
Com esperança a gente canta, dança e ri na avenida.
E quando bate aquela brisa a tarde é só a vida.
Bamba salta de banda e sabe que viver é sonhar.
Vento de corte é que faz crescer forte o jacarandá.









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