quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Musica Urbana
Final de semana perfeito, muitas notícias e coisas boas rolando e eu seria muito relapso e até injusto se deixasse passar e não escrevesse nada sobre o Urban Music Festival onde estive presente.
Lógico que tem muita gente reclamando da organização, até concordo em alguns pontos (vergonha na cara viu produção!), mas não achei nada tão ruim que não fosse contornado pela dose cavalar de boa musica que tivemos na Arena Anhembi.
Cheguei cedo para pegar um bom lugar e curti a boa visibilidade para os dois palcos que a estrutura deu para quem estava, assim como eu, na pista.
Logo entrando vi a pista de Skateboard e os grafites rolando sem clichê, ali na real, sem produção só os caras fazendo o que sabem e se divertindo, tendinha da ALEDA representando para a rapaziada que curte fazer a cabeça com certa qualidade em plena ressaca de uma marcha pela liberdade (de falar maconha!) que foi duramente reprimida pelo neo-socialista (pensa que engana quem!) Kassab .
Assisti ao final da empolgada apresentação do Copacabana Club no palco Street numa onda bem Disco cheia de delays e phasers doidos que me fizeram dançar um pouco,comprei a primeira cerveja, logo depois entrou Mc Eric do Technotronic no palco Urban e eu apenas me virei (parabéns pela idéia produção) soltando alguns beats, mas o cara da mesa de som devia estar cochilando e não soltou o grave na parada ai o show parou e recomeçou na pressão, grave ajustado dando aquela pulsação para ouvirmos uma house music de primeira, apesar de colocarem umas minas dançando no palco meio perdidas sem saberem o que estavam fazendo direito.
A congolesa Ya Kid K entrou no palco bem pra cima mas o cara da mesa vacilou novamente e demorou um pouco para ajustar o volume do mic dela, de resto não sou muito perito em musica eletrônica mas gostei da apresentação cheia de dubsteps e breakbeats e da classicona Pump um the Jam (poperô, alguém lembra) e logo após o fim da apresentação do Technotronic (encontrei a rapaziada) entra no palco Street Dj King quebrando tudo.
Num país onde qualquer celebridade ataca de DJ nas baladas banalizando uma das manifestações artísticas mais originais da música moderna, infelizmente não valorizamos tanto o trabalho desses guerreiros, em minha opinião DJ King é um dos principais do país e do mundo hoje nos quesitos qualidade, habilidade e originalidade, mais duas cervejas na cabeça, e o que ele fez nesse e no outro palco (troca para montagem do palco do Emicida) não foi brincadeira, inspiradíssimo, então um recado para os DJs celebridades, ser DJ não é a mesma coisa que colocar som pra rolar num programinha no laptop
em uma bodega qualquer ser DJ é ser o rei da noite, por ser tão foda que todo mundo aprovaria a sua coroação, se depender de mim DJ King representou o ofício com louros de sobra.
Evandro Fióti sobe ao palco Street e anuncia Instituto, Emicida, Dj Nyack(outro monstro!), Rael da Rima, Fabiana Cozza e Criolo, pego outra cerveja e quase caio pra trás, o que se seguiu foi a impressionante entrada de Emicida no palco falando sobre valorizar o que é nosso e sobre o rap ter sido renegado por muito tempo, por muita gente em São Paulo e no Brasil pela elite e autoridades por questões políticas e culturais de aculturação evidentemente.
Eu de boca aberta assisti besta tudo aquilo, a confluência de tudo que eu sempre busquei como conceito dentro da música, política, raiz, atitude e qualidade.
Fabiana Cozza grande sambista do Camisa Verde e Branco sempre fantástica e a vontade, Rael da Rima rascante nos vocais, Criolo, Doido lógico, reverenciando nossa geração e o rap nacional numa homenagem épica( cover de raps que marcaram) e única, tudo muito bem orquestrado por Daniel Ganjaman, Samuel, Zé Nigro, M. Munari, Bocão e Dj Nyack com uma sonoridade única.
Jonh Legend e The Roots entraram no palco Urban e terminaram o massacre, o que dizer de Jonh Legend, timbre único, piano único e um carisma sem par.
Questlove na batera do The Roots numa base rítmica perfeita e quebrando todos os tempos o máximo possível puro groove rapaz, atacando sucessos atrás de sucessos numa áurea e energia perfeitas.
Até a Ana Carolina pintou para uma canja, eu já tinha tomado várias nessa altura, simplesmente fantástico!
Quem não foi perdeu, quem foi e não curtiu, não entendeu nada, eu voltei para casa feliz e fechei com essa chave de ouro, com muita musica de qualidade, meu final de semana perfeito
Um recado para o mimado Já Rule que não subiu ao palco e à Cee Lo Green que desmarcou na semana do festival:
- Vocês não fizeram falta alguma!Obrigado por não aparecerem!
Victor Ajami Minkah está em um transe desde o domingo
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