Por que encastelamos nosso mortos?
E somos incapazes de proteger os nossos vivos
Não conseguimos diminuir a miséia
E ficamos expostos aos seus efeitos nocivos
Por entre os prédios e todo o luxo
Eu vi homens na rua colhendo os lixos
E nos prendemos à padrões em porões
De nossas zonas de conforto e salários fixos
Ao ver um ser humano agachado maltrapilho
Comendo de um saco um naco de carne crua
Cru como o nosso senso de justiça
Cruel como somos com quem vive da rua
Acho que eu não penso tão errado assim
Em acreditar que minha liberdade só faz sentido
Se um dia ela se estender para além de mim
E eu mesmo no rumo certo não me encontrar......perdido
quinta-feira, 31 de março de 2011
Nenhuma
Misturo a lírica tristeza de um corpo caído no asfalto
Com o sol que hoje não deu as caras
Amor a flor é dor pra quem nasceu com as mãos ao alto
E a minha sanidade aparece em vagas horas raras
Grafite iluminado pelos spots em plena apoteose
De quem desfila, destila a amargura na fila
Garoa que molha minha cara na janela do busão é dose
Só mais um trago pra um santo qualquer da vila
Suburbano, paulistano, triste sambadélico
Pra quem achou um dia que a arma fosse uma flor
Mas tente contar e conter a perda de potencial periférico
E depois escrever sobre o céu, o mar e o amor
É só dor o que temos para hoje
É só dor para mistura do prato do dia
Linguagem onomatopéica de um rap do Sabotage
Diz mais pra mim que qualquer poema moderno
Prefiro o seu sorriso na brisa, tão vintage
Do que viver minha vida internado num terno
E o inferno pode não ser tão ruim para mim
Que nunca aceitei tudo perfeito tudo tão perfeito
Se ele existir, final feliz é sempre o pior fim
Tão chato, e se eu curtisse caretice tinha feito direito.
Com o sol que hoje não deu as caras
Amor a flor é dor pra quem nasceu com as mãos ao alto
E a minha sanidade aparece em vagas horas raras
Grafite iluminado pelos spots em plena apoteose
De quem desfila, destila a amargura na fila
Garoa que molha minha cara na janela do busão é dose
Só mais um trago pra um santo qualquer da vila
Suburbano, paulistano, triste sambadélico
Pra quem achou um dia que a arma fosse uma flor
Mas tente contar e conter a perda de potencial periférico
E depois escrever sobre o céu, o mar e o amor
É só dor o que temos para hoje
É só dor para mistura do prato do dia
Linguagem onomatopéica de um rap do Sabotage
Diz mais pra mim que qualquer poema moderno
Prefiro o seu sorriso na brisa, tão vintage
Do que viver minha vida internado num terno
E o inferno pode não ser tão ruim para mim
Que nunca aceitei tudo perfeito tudo tão perfeito
Se ele existir, final feliz é sempre o pior fim
Tão chato, e se eu curtisse caretice tinha feito direito.
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