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quinta-feira, 31 de março de 2011

Nenhuma

Misturo a lírica tristeza de um corpo caído no asfalto
Com o sol que hoje não deu as caras
Amor a flor é dor pra quem nasceu com as mãos ao alto
E a minha sanidade aparece em vagas horas raras
Grafite iluminado pelos spots em plena apoteose
De quem desfila, destila a amargura na fila
Garoa que molha minha cara na janela do busão é dose
Só mais um trago pra um santo qualquer da vila
Suburbano, paulistano, triste sambadélico
Pra quem achou um dia que a arma fosse uma flor
Mas tente contar e conter a perda de potencial periférico
E depois escrever sobre o céu, o mar e o amor

É só dor o que temos para hoje
É só dor para mistura do prato do dia

Linguagem onomatopéica de um rap do Sabotage
Diz mais pra mim que qualquer poema moderno
Prefiro o seu sorriso na brisa, tão vintage
Do que viver minha vida internado num terno
E o inferno pode não ser tão ruim para mim
Que nunca aceitei tudo perfeito tudo tão perfeito
Se ele existir, final feliz é sempre o pior fim
Tão chato, e se eu curtisse caretice tinha feito direito.

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