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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Alie(i)nação

No quarto calado ouvindo um som, só, reflito, refuto o mito de um mundo sem mitos, e tudo que eu acredito ou acreditei um dia, chamam de utopia mas é o que me faz caminhar, seguir, enfrentar os anos de banalização, miséria intelectual, material, miséria de perspectivas, filhos e filhas nativas desse solo mãe gentil que nos acolhe, recolhe de nosso povo o melhor nos devolvendo as migalhas, porra e as crianças como ficam? É o que repito nas conversas de boteco tentando dar uma idéia, fazer a minha parte , fazer da vida uma arte de apresentar sempre um algo a mais que não é pouco mas não chega a ser aquilo que satisfaz ou dá conta da realidade, da complexidade sob o céu dessa micro sociedade, à parte, na parte mais longe do centro da cidade, no centro da simplicidade.
Mão de obra barata, poucos farão faculdade, se depender do professor vão sim, vamô pra cima deles time até o fim, sem medo, o segredo da nossa capacidade de resistir é o segredo, segredo de não se contentar com o degredo a que foram condenados nossos pais e ancestrais, sob a luz das mais variadas formas de penas capitais, teses eugenistas irracionais dos iluministas liberais considerados os pais dessa nação de riquezas em ais.
A chibata ainda abre largas veredas nas costas negras, pardas, brancas, proletárias e nada muda na novela televisionada onde a verdade é sufocada pelo sol/chuva de um Leblon/Jardins fictício longe do vício, do tráfico, showmício, troca de votos, brutalidade policial, inanição.
Tanta merda, tanta trama, tanto drama, tanto nada, tanto fardo que caralho irmão...era melhor ser alienado!

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