Guiado pelos vapores de novos valores
fundido na soma do novos sabores
africanos sim somos nós de pele escura
suburbanos os guardiões da cultura
nascida da mistura é a planta que cura
brotando em flor de amor pura
sem conservantes mantemos conservados
os sons dos vários tambores transportados
no coração dos povos transplantados
em transações transatlânticas imolados
soldados e Reis de moçambique e angola
hoje nas ruas imploram a esmola
na escola não aprendemos sobre alienação
e não importa a história real da nação
danação caímos todos em danação
e do Brasil hoje somos nós a negação
a nossa negra ação depôs o colonialismo
mas ainda nos degladiamos no abismo
malcom x disse não há capitalismo sem racismo
cidadão de segunda classe segregacionismo
se o apartheid aqui é mesmo social
por que o preconceito ainda é cultural?
se espalha através das piadas dos feitores
reproduzida pela classe dos senhores
respeitem meus cabelos, brancos
eles são com orgulho crespos e francos
como toda a franqueza toda a alegria
com que eu encaro o dia-a-dia a correria
que a contribuição africana irradia
faz a festa, canta forte sempre com rebeldia
arredia força motriz das lutas cotidianas
das guerrilhas mentais e culturais urbanas
humanas fontes de sabedoria e oralidade
se perpetuam através da luta pela liberdade
negada pela repressão não oficial
do meu biotipo ser considerado o ideal
de suspeição de uma tendência marginal
não passa batido pelo corpo policial
mas enfim só reflexão não leva a luta
é necessária ação modelo de conduta
assunção da negricalidade da musicalitude
da atitude positiva da eterna mente rude
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
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