Ainda resta uma esperança pra quem acredita
E eu nunca fui de desistir tão facilmente
Por todos os universos onde a mente habita
Horas aflitas se desfazem sempre sutilmente
Nada é apenas aquilo que parece ser
Mas o signo antecede a sua visão do real
Na nossa busca incessante por sobreviver
Um gole a mais pra parecer tudo normal
domingo, 11 de dezembro de 2011
Nova Pulsação
Insônia, tremulam os graves nos meus ouvidos
Brados, Tambores, Trovões em momentos quebrados
Penso em tudo que tenho vivido, vívido sem dúvidas
O bumbo marca a nova pulsação sem ecos dos passados
Passadas as horas perseguindo o sono que não veio
Penso naqueles beijos seus aqui para me iluminar a alma
Os meus em seu ombro, suando no vazio do tempo
Fazer o sol nascer com amor, tesão e muita calma
Brados, Tambores, Trovões em momentos quebrados
Penso em tudo que tenho vivido, vívido sem dúvidas
O bumbo marca a nova pulsação sem ecos dos passados
Passadas as horas perseguindo o sono que não veio
Penso naqueles beijos seus aqui para me iluminar a alma
Os meus em seu ombro, suando no vazio do tempo
Fazer o sol nascer com amor, tesão e muita calma
Reintegração
Eu quero ser o toco de sarrafo que faz o soldado tropeçar em meio a reintegração de posse,
A ferpa do madeirite que entra na mão de quem tenta derrubar o barraco,
A luz de poste queimada que abriga incógnito o trombadinha na madrugada
E ter a força franca da maré alta que chega para virar seu barco!
A ferpa do madeirite que entra na mão de quem tenta derrubar o barraco,
A luz de poste queimada que abriga incógnito o trombadinha na madrugada
E ter a força franca da maré alta que chega para virar seu barco!
Banquete em lençóis limpos (parte II)
...Os prédios do centro guardam os segredos, de várias histórias de luta vários venenos, num som, no sol em plena avenida rio branco eu caminho pensando, sonhando, quase correndo, vou vendo tudo que vai se passando naquela absurda realidade eu entendo que o abandono provoca desespero e é muito fácil praticar o desapego com a geladeira e a barriga cheia nego, quero ver limpar a bunda com um disquete esquecido em frente a estátua do Duque de Caxias ou no Terminal Princesa Isabel sem papel principal, sendo um figurante do irreal enquanto pregam os bons costumes e a moral trollando os pobres loucos num programa matinal, sigo andando pelo sistema desumano e reflito que de nada vale meu grito em meio a esse caos urbano...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Perdido
Por que encastelamos nosso mortos?
E somos incapazes de proteger os nossos vivos
Não conseguimos diminuir a miséia
E ficamos expostos aos seus efeitos nocivos
Por entre os prédios e todo o luxo
Eu vi homens na rua colhendo os lixos
E nos prendemos à padrões em porões
De nossas zonas de conforto e salários fixos
Ao ver um ser humano agachado maltrapilho
Comendo de um saco um naco de carne crua
Cru como o nosso senso de justiça
Cruel como somos com quem vive da rua
Acho que eu não penso tão errado assim
Em acreditar que minha liberdade só faz sentido
Se um dia ela se estender para além de mim
E eu mesmo no rumo certo não me encontrar......perdido
E somos incapazes de proteger os nossos vivos
Não conseguimos diminuir a miséia
E ficamos expostos aos seus efeitos nocivos
Por entre os prédios e todo o luxo
Eu vi homens na rua colhendo os lixos
E nos prendemos à padrões em porões
De nossas zonas de conforto e salários fixos
Ao ver um ser humano agachado maltrapilho
Comendo de um saco um naco de carne crua
Cru como o nosso senso de justiça
Cruel como somos com quem vive da rua
Acho que eu não penso tão errado assim
Em acreditar que minha liberdade só faz sentido
Se um dia ela se estender para além de mim
E eu mesmo no rumo certo não me encontrar......perdido
Nenhuma
Misturo a lírica tristeza de um corpo caído no asfalto
Com o sol que hoje não deu as caras
Amor a flor é dor pra quem nasceu com as mãos ao alto
E a minha sanidade aparece em vagas horas raras
Grafite iluminado pelos spots em plena apoteose
De quem desfila, destila a amargura na fila
Garoa que molha minha cara na janela do busão é dose
Só mais um trago pra um santo qualquer da vila
Suburbano, paulistano, triste sambadélico
Pra quem achou um dia que a arma fosse uma flor
Mas tente contar e conter a perda de potencial periférico
E depois escrever sobre o céu, o mar e o amor
É só dor o que temos para hoje
É só dor para mistura do prato do dia
Linguagem onomatopéica de um rap do Sabotage
Diz mais pra mim que qualquer poema moderno
Prefiro o seu sorriso na brisa, tão vintage
Do que viver minha vida internado num terno
E o inferno pode não ser tão ruim para mim
Que nunca aceitei tudo perfeito tudo tão perfeito
Se ele existir, final feliz é sempre o pior fim
Tão chato, e se eu curtisse caretice tinha feito direito.
Com o sol que hoje não deu as caras
Amor a flor é dor pra quem nasceu com as mãos ao alto
E a minha sanidade aparece em vagas horas raras
Grafite iluminado pelos spots em plena apoteose
De quem desfila, destila a amargura na fila
Garoa que molha minha cara na janela do busão é dose
Só mais um trago pra um santo qualquer da vila
Suburbano, paulistano, triste sambadélico
Pra quem achou um dia que a arma fosse uma flor
Mas tente contar e conter a perda de potencial periférico
E depois escrever sobre o céu, o mar e o amor
É só dor o que temos para hoje
É só dor para mistura do prato do dia
Linguagem onomatopéica de um rap do Sabotage
Diz mais pra mim que qualquer poema moderno
Prefiro o seu sorriso na brisa, tão vintage
Do que viver minha vida internado num terno
E o inferno pode não ser tão ruim para mim
Que nunca aceitei tudo perfeito tudo tão perfeito
Se ele existir, final feliz é sempre o pior fim
Tão chato, e se eu curtisse caretice tinha feito direito.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Alie(i)nação
No quarto calado ouvindo um som, só, reflito, refuto o mito de um mundo sem mitos, e tudo que eu acredito ou acreditei um dia, chamam de utopia mas é o que me faz caminhar, seguir, enfrentar os anos de banalização, miséria intelectual, material, miséria de perspectivas, filhos e filhas nativas desse solo mãe gentil que nos acolhe, recolhe de nosso povo o melhor nos devolvendo as migalhas, porra e as crianças como ficam? É o que repito nas conversas de boteco tentando dar uma idéia, fazer a minha parte , fazer da vida uma arte de apresentar sempre um algo a mais que não é pouco mas não chega a ser aquilo que satisfaz ou dá conta da realidade, da complexidade sob o céu dessa micro sociedade, à parte, na parte mais longe do centro da cidade, no centro da simplicidade.
Mão de obra barata, poucos farão faculdade, se depender do professor vão sim, vamô pra cima deles time até o fim, sem medo, o segredo da nossa capacidade de resistir é o segredo, segredo de não se contentar com o degredo a que foram condenados nossos pais e ancestrais, sob a luz das mais variadas formas de penas capitais, teses eugenistas irracionais dos iluministas liberais considerados os pais dessa nação de riquezas em ais.
A chibata ainda abre largas veredas nas costas negras, pardas, brancas, proletárias e nada muda na novela televisionada onde a verdade é sufocada pelo sol/chuva de um Leblon/Jardins fictício longe do vício, do tráfico, showmício, troca de votos, brutalidade policial, inanição.
Tanta merda, tanta trama, tanto drama, tanto nada, tanto fardo que caralho irmão...era melhor ser alienado!
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